Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

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Diretor de Novos Negócios do Flamengo, Marcelo Frazão comenta operação da estreia na Ilha do Urubu

Para o executivo, balanço geral da primeira partida no estádio foi extremamente positivo em ingressos, comportamento do torcedor e serviços

Em 15/06/2017 às 16h11

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Isabela Abirached

Comunicação Flamengo

Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

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Na última quarta-feira (14), o Flamengo tinha um grande desafio pela frente na Ilha do Urubu, não apenas dentro das quatro linhas: aquele seria o primeiro jogo do time no estádio, que foi reformado pelo clube este ano. Ao final do dia, tanto em campo quanto fora dele, o balanço geral foi positivo, segundo o diretor de Novos Negócios do Mais Querido, Marcelo Frazão.

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"A primeira operação foi obviamente complicada, mas o balanço é extremamente positivo. O torcedor conseguiu chegar em um horário razoável, tivemos cerca de 10 mil espectadores entrando até os 20 minutos anteriores ao início da partida. A parceria que fizemos com a CET-Rio com bloqueio das ruas e a comunicação disso tudo se mostraram extremamente efetivas", disse Frazão que espera aprendizado e otimização do trabalho para os jogos futuros.

"A expectativa é que a gente melhore jogo a jogo a questão do acesso, da comunicação, da venda de ingressos. O acesso nas bilehterias funcionou muito bem, tivemos sim algumas filas, mas sem nenhum grande problema. O torcedor teve uma experiência positiva, também com as opções de alimentação, a proximidade da arquibancada com o campo, recebemos um feedback em geral bem bom, contando também com a retomada da vitória. Nosso objetivo é esse, ser um time difícil de ser batido aqui", completou.

Frazão não deixou de abordar os pontos negativos da primeira operação na Ilha do Urubu, mas exaltou o trabalho de segurança, que teve um saldo positivo ao fim do evento.

"Os banheiros são um ponto sensível, queremos aumentar a quantidade e a própria limpeza deles. Com relação à segurança, tivemos dois furtos registrados no JECRIM e 11 atendimentos nos postos médicos, que são números bons. Fizemos uma aposta no comportamento do público, ao não colocarmos alambrado, e os torcedores entenderam que seria uma experiência diferente. Não tivemos nenhuma ocorrência de invasão nem objetos jogados no gramado. Tomamos todas as medidas possíveis de segurança, um efetivo proporcionalmente muito maior que no Maracanã, avisos aos espectadores... Temos que louvar o comportamento da torcida, que soube entender o espaço", disse o dirigente, que acredita que as filas na entrada são fruto principalmente da cultura do torcedor que frequenta os estádios no Brasil.

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"Existe uma questão cultural do torcedor de entrar em cima da hora e antes do jogo ficar fazendo festa fora do estádio. O que fizemos para estimular a torcida a chegar cedo foi oferecer boas opções de alimentação e bebida, inclusive com uma promoção de duas cervejas a R$10 até meia hora antes da partida. Dentro do estádio, o torcedor agora sabe que vai encontrar conforto, segurança e muitas opções de consumo. E no caso da Ilha, além da questão cultural, ainda temos realmente a questão do trânsito, que hoje ainda foi agravada por ser véspera de feriado", explicou.

Frazão também esclareceu a questão da precificação dos ingressos, já que o valor da entrada inteira é muito além do valor do ticket médio, ou seja, o preço de fato pago por enorme maioria dos torcedores no estádio.

"Acho que podemos avaliar uma mistura de vários pontos. Tem o momento da equipe, o interesse da torcida de comparecer, a véspera de feriado, a curiosidade sobre a Ilha, por outro lado o possível temor da atmosfera do estádio... Quando temos o valor de R$160 da entrada inteira no setor Norte, depois pegamos o borderô e descobrimos que a maior parte do público pagou R$40 (valor da meia-entrada com 50% de desconto para sócios-torcedores do Flamengo). A média de meia-entrada é desproporcional... Há uma enorme diferença do preço divulgado de inteira para o preço que a maior parte pagou para estar no estádio. De fato para não sócios-torcedores o preço ficou acima do que praticamos normalmente, mas cerca de 90% do público hoje (quarta-feira) foi de sócios-torcedores", disse o diretor, para depois completar.

"Vendemos mais de sete mil pacotes para os primeiros três jogos (Ponte Preta, Chapecoense e São Paulo), o que mostra interesse do torcedor. Vamos avaliar jogo a jogo, ainda teremos o Flamengo x São Paulo, primeiro jogo de final de semana aqui, e após esses três jogos teremos mais noção sobre preços, pacotes. É uma experiência nova, poucos ingressos à venda, e um contingente muito grande de sócios-torcedores", finalizou.

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